Nefrectomia Robótica
A transição para a sétima década de vida impõe alterações fisiológicas inevitáveis no sistema urinário. Com o passar do tempo, o tecido prostático tende a sofrer hiperplasia, enquanto a bexiga perde gradualmente a complacência de suas paredes musculares. Não se trata de uma falência orgânica, mas de uma adaptação funcional que exige maior atenção clínica e ajustes preventivos para evitar que desconfortos pontuais se transformem em quadros crônicos de retenção ou incontinência. O papel da próstata e a dinâmica miccional A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é, sem dúvida, a alteração mais prevalente entre homens acima dos 60 anos.
O crescimento glandular, embora não maligno, impacta diretamente o fluxo urinário ao comprimir a uretra prostática. Quando um paciente relata que precisa acordar três ou quatro vezes durante a noite para urinar, ou que o jato tornou-se fraco e entrecortado, estamos observando os sintomas do trato urinário inferior (LUTS). O diagnóstico preciso não se baseia apenas na percepção subjetiva do paciente. O uso de exames como o IPSS (Escore Internacional de Sintomas Prostáticos) aliado ao ultrassom de vias urinárias com avaliação do resíduo pós-miccional é o padrão-ouro para medir o quanto a bexiga está sendo exigida.
Quando o resíduo supera volumes críticos, o risco de infecções urinárias de repetição e o comprometimento da função renal tornam-se riscos reais que demandam intervenção medicamentosa ou cirúrgica. Alterações na bexiga e a urgência urinária Diferente da próstata, a bexiga envelhece de forma silenciosa. A perda de elasticidade do músculo detrusor diminui a capacidade de armazenamento, enquanto a inervação local pode se tornar hiperativa. É comum que homens ignorem a urgência urinária, acreditando ser apenas uma característica da idade. Contudo, essa necessidade súbita e incontrolável de urinar pode mascarar quadros de bexiga hiperativa ou mesmo cálculos vesicais, que se formam mais facilmente quando o esvaziamento não é completo.